Mas viver é assim mesmo, é todo mundo, é ninguém
é você e só.
Cigarros acesos, sala cheia, pintura no armário
uísque vagabundo, música alta e poesia no vento envolto a fumaça, cinza arquejante,
Ruido, blues, tanta gente, ninguém mais
Mas sabia, seria assim, sempre assim
Enquanto o teu vive, tu vives na ilusão, ilusão tal de que vives profundamente ali dentro,
mas não, apenas vive dentro de si mesmo
não não invasão, esse particular não te pertence aos poucos, patética
Se desfaz? Devagar assim? e o coração aperta moça?
Faz cara de bobalhona, não por mal eu sei
Mas no escuros do quarto tua cara de patética bobalhona se mistura na escuridão, quem é você?
Apenas lágrimas e nada mais. são lágrimas, são só suas de mais ninguém
o teu íntimo não se mistura, não deixa que te misture nada disso tem importância.
Abra o olho patética, com essa cara de louca, fazendo da dor algazarra pondo máscara achando ser menos patética sendo
Deixe viver, afastar um pouco se jogar no trabalho que não te dá prazer algum pode ser bom, deixe de se importar tanto
a vida vem e vai como uma gangorra as vezes para é assim
O mundo particular do outro não esta aberto para o seu se encostar
Vá colorir, vá desenhar com lápis e olhos, vã trabalhar menina patetica, vá para dentro do teu mundo e deixe
a particularidade do outro ser vivida e só
não seja patética
aurora