Maio 2012
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Maio 31
Maio 31
Maio 30
Maio 30
eu quis te contar da eternidade no exato momento em que aconteceu entre nós, mas preferi não arriscar, aprendi que até uma palavra por mais delicada e bem intencionada que seja é capaz de rasgar o finíssimo véu do inesquecível enquanto o encanto se faz, ademais o sutil é sempre compartilhado em silêncio. isadora krieger
Maio 30
quero lhes contar do meu ser a três mas é tão difícil, goi goi, é ser de um jeito inteiriço, cheio de realeza, é ser casto e despudorado, é um ser que vocês só conheceriam num vir a ser, é como explicar à crisálida que ela é casulo agora e depois alvorada, é como explicar o vir a ser de um ser que só se sabe no AGORA, ai como explicar o DEPOIS de um ser que só se sabe no instante? goi goi estão...
Maio 30
Maio 30
Maio 29
Maio 29
Maio 29
Maio 29
Maio 29
Maio 29
Maio 29
Maio 29
1 nota
Maio 28
Três luas, Dionísio, não te vejo. Três luas percorro a Casa, a minha, E entre o pátio e a figueira Converso e passeio com meus cães E fingindo altivez digo à minha estrela Essa que é inteira prata, dez mil sóis Sirius pressaga Que Ariana pode estar sozinha Sem Dionísio, sem riqueza ou fama Porque há dentro dela um sol maior: Amor que se alimenta de uma chama Movediça e lunada, mais...
Maio 28
Maio 23
Maio 16
Maio 11
Maio 10
Maio 10
O Homem que Contempla Vejo que as tempestades vêm aí  pelas árvores que, à medida que os dias se tomam mornos,  batem nas minhas janelas assustadas  e ouço as distâncias dizerem coisas  que não sei suportar sem um amigo,  que não posso amar sem uma irmã.  E a tempestade rodopia, e transforma tudo,  atravessa a floresta e o tempo  e tudo parece sem idade:  a paisagem, como um verso do...
Maio 7
“Anjo! Se houvesse um lugar que não conhecêssemos, e ali, em algum lugar, tapete inefável, houvesse amantes  exibindo o que aqui jamais dominaram - os audaciosos  feitos de corações exaltados,  suas torres de prazer, suas escadas há muito erguidas onde não há chão, apenas  encostadas uma na outra, trêmulas - e conseguissem dominar isso tudo, diante da platéia em volta, os mortos...
Maio 7
Acordei bemol Tudo estava sustenido Sol fazia Só não fazia sentido Paulo Leminski
Maio 7
Razão de Ser Escrevo. E pronto. Escrevo porque preciso, preciso porque estou tonto. Ninguém tem nada com isso. Escrevo porque amanhece, E as estrelas lá no céu Lembram letras no papel, Quando o poema me anoitece. A aranha tece teias. O peixe beija e morde o que vê. Eu escrevo apenas. Tem que ter por quê? Paulo Leminski
Maio 7
Atraso Pontual Ontens e hojes, amores e ódio, adianta consultar o relógio? Nada poderia ter sido feito, a não ser o tempo em que foi lógico. Ninguém nunca chegou atrasado. Bençãos e desgraças vem sempre no horário. Tudo o mais é plágio. Acaso é este encontro entre tempo e espaço mais do que um sonho que eu conto ou mais um poema que faço? Paulo Leminski 
Maio 7
Parada cardíaca Essa minha secura essa falta de sentimento não tem ninguém que segure, vem de dentro. Vem da zona escura donde vem o que sinto. Sinto muito, sentir é muito lento. Paulo Leminski 
Maio 7
um bom poema leva anos cinco jogando bola, mais cinco estudando sânscrito, seis carregando pedra, nove namorando a vizinha, sete levando porrada, quatro andando sozinho, três mudando de cidade, dez trocando de assunto, uma eternidade, eu e você, caminhando junto Paulo Leminski 
Maio 7
Amor bastante quando eu vi você tive uma idéia brilhante foi como se eu olhasse de dentro de um diamante e meu olho ganhasse mil faces num só instante basta um instante e você tem amor bastante Paulo Leminski 
Maio 7
isso de querer ser exatamente aquilo que a gente é ainda vai nos levar além Paulo Leminski 
Maio 7
um bom poema leva anos cinco jogando bola, mais cinco estudando sânscrito, seis carregando pedra, nove namorando a vizinha, sete levando porrada, quatro andando sozinho, três mudando de cidade, dez trocando de assunto, uma eternidade, eu e você, caminhando junto Paulo Leminski 
Maio 7
Maio 7
1 nota
Na mesa da poesia, prefiro a carne sem gordura, os ovos crus, a água na temperatura ambiente, a voz natural. Poesia tem que me surpreender. Poesia envolvente e insinuante me cheira a vigarice. Eu vejo logo o truque. Eu quero o susto e o eco do susto.” (Paulo Leminski)
Maio 7